quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Programa do Auditório

Ciênci@vante! (Junto ao Lago)


7 de Setembro (Sexta feira)

21,00 Horas - “2007 - Ano Internacional da Heliofísica”

Máximo Ferreira - Astrónomo

Lurdes Silva - Professora (Moderadora)


8 de Setembro (Sábado)

15,00 Horas - “Os Transportes Terrestres e os avanços tecnológicos”

Manuel Tão - Professor Universitário

Rego Mendes - Engenheiro

José Fonseca - Engenheiro (Moderador)


17,30 Horas - “Poesia sobre Rodas”

Ana Maria Dias - Professora

Alice Figueira - Professora (Apresentadora)


18,00 Horas - “Transportes Terrestres e Poluição, uma questão de saúde pública”

Luís Vicente - Professor Universitário

Silva Santos – Professor Universitário de Saúde Pública

Anabela Silva - Professora (Moderadora)


21,00 Horas - “Políticas nacionais de transportes. O PCP tem alternativas!”

Amável Alves - Membro da Com. Ex.ª. do Conselho Nacional da CGTP

Bruno Dias - Deputado na Assembleia da República

Eduardo Vieira – Respl. Sector Transportes da DORLisboa (Moderador)


9 de Setembro (Domingo)

15, 00 Horas - “Teatro sobre Rodas”

Apontamento teatral por jovens actores amadores

Célia Figueira - Professora (Direcção de actores)

15,30 Horas - “Transportes Terrestres e energia. Que futuro?”

Carlos Carvalho - Engenheiro

Rui Namorado Rosa - Professor Universitário

Sílvia Silva - Economista (Moderadora)


Nota: No Auditório da Ciênci@vante!, decorrerão em permanência, apresentações de multimédia sobre a temática dos transportes terrestres.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Começou a construção da Festa 2007 - Participa

Todos podem ajudar na sua construção. Não é só para militantes do PCP ou da JCP, qualquer pessoa que queira ajudar, será bem vinda.

domingo, 1 de julho de 2007

Festa do Avante! uma festa única

A Festa do Portugal de Abril, da liberdade, da fraternidade, da solidariedade, que a vontade, a determinação, o empenho e a dedicação tornam possível, tem a 7, 8 e 9 de Setembro a sua 31.ª edição.

A Festa realiza-se este ano num quadro de continuado ataque, por parte do governo do Partido Socialista, aos direitos dos trabalhadores, às funções sociais do Estado, ao ordenamento jurídico-constitucional do País, à autonomia do Poder Local democrático.

Mas o PCP não fecha para férias

O Partido não encerra para férias, está no combate diário contra estas políticas, no esclarecimento e na mobilização das populações em defesa dos serviços públicos de proximidade e com qualidade, contra as políticas caritativas.

Na luta pela defesa dos direitos laborais, da contratação colectiva, dos salários dignos, do trabalho estável, e contra a ausência de democracia nos locais de trabalho. Na luta pela exigência de pensões dignas e pela manutenção da idade de reforma.

Na luta em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade, pela avaliação contínua e contra a imposição dos exames.

O Partido denuncia e luta contras as tentativas para condicionar a sua actividade, de que são exemplo a Lei dos Partidos e a Lei do Financiamento dos Partidos e das Campanhas eleitorais. Denuncia também as tentativas de branqueamento do fascismo e a passividade dos poderes públicos perante tais provocações.

É neste quadro que estamos a preparar a nossa Festa. Festa que já está a ser concebida e construída, dos estiradores da criatividade ao empenho abnegado de muitos militantes do Partido e de amigos que, semana após semana, com o seu contributo em milhares de jornadas de trabalho, fazem desta Festa uma festa única. A Festa do colectivo partidário que lhe dá corpo e a torna possível pelo envolvimento de todos na sua concepção, construção, promoção e funcionamento. A Festa dos que, dia após dia, também fazem com que o Partido chegue a mais gente, distribuindo o jornal dos artistas, folhetos, tarjetas, colando cartazes, colocando faixas, pendões.

Incrementar da venda da EP, título de solidariedade, seguro do sucesso e da participação na nossa Festa, é uma tarefa fundamental.

As provas desportivas, as iniciativas que por todo o país se realizam para a promover são também Festa, partilham do mesmo espírito, levam a muitas localidades os ideais que a inspiram.

A Festa é debate, onde nos diversos fóruns de debate - do Pavilhão Central aos espaços das Organizações Regionais, da ciência, da cidade internacional - o Partido discute com os visitantes os pequenos e grandes problemas que afectam os trabalhadores, as populações, o país e o mundo e as nossas propostas para a sua resolução.

A Festa é acto de abertura e comício de encerramento, espaços maiores de mobilização dos militantes do Partido, de denúncia da situação política e social e de afirmação das propostas do PCP para tirar o país da situação em que se encontra.

È conversa com os visitantes sobre os direitos dos trabalhadores e da necessidade da sua defesa.

É solidariedade internacionalista, troca de experiências, conhecimento de outras lutas, de outras realidades, da possibilidade real de construção da alternativa ao capitalismo. É expressão da luta que se desenvolve um pouco por todo o mundo por partidos comunistas e outras forças progressistas em defesa dos interesses dos seus povos, em luta pelo reconhecimento da sua realidade nacional, em defesa da sua soberania, em luta contra a ocupação dos seus países e a espoliação das suas riquezas, as suas propostas e experiências para a superação do capitalismo.

A Festa é cultura, não modelo imposto mas diverso, dando expressão a distintas correntes artísticas. Desde o fado ao rock, passando pelo jazz. São artistas nacionais e estrangeiros que fazem do nosso espaço o de programação maior e mais diversificada. A Festa é teatro, é dança, é etnografia e folclore de norte a sul do país, é animação da mais tradicional a novas abordagens.

A Festa é arte, este ano enriquecida pela realização da XV Bienal de artes plásticas, que, sob o tema «voa mais largo», lança o desafio a todos os que nela queiram participar, dando largas à sua criatividade e participando na maior Festa que o Portugal de Abril constrói.

A Festa é espaço do livro e do disco, onde podemos verificar as últimas novidades e encontrar este ou aquele exemplar já antes desejado mas só agora alcançável.

A Festa é ciência, abordagem reflectida das necessidades do Homem, mas também das limitações e possibilidades para a sua satisfação no capitalismo, colocando-se no caminho da satisfação das nossas necessidades e do desenvolvimento sustentável e pela recusa da sua subserviência aos objectivos da rapina dos recursos e do lucro.

A Festa é Espaço Central onde, para além do Forum que debaterá temas fundamentais da actualidade política, teremos uma exposição que será reflexo da imensa actividade do PCP, haverá lugar para a imprensa do Partido, o Avante! e O Militante, o espaço Rádio Comunic, o espaço das tecnologias da informação e da comunicação, onde se poderá adquirir o Komunix, versão adaptada da plataforma open source Linux, o espaço da banca.

A Festa é também desporto, actividade necessária ao desenvolvimento integral do ser humano, onde o desporto é prática e não consumo, afirmando a prática desportiva como necessidade.

A Festa é gastronomia, trazida pelas organizações do Partido, diversidade característica das diferentes regiões do país que nos brindam com pratos regionais característicos, os quais não estarão completos sem os vinhos produzidos pelo saber fazer acumulado de gerações, bem como pela oferta gastronómica de outras zonas do mundo.

A Festa é participação popular, que faz dela a maior iniciativa político-cultural do nosso País, onde o contributo do mais novo ao mais experiente é sempre bem-vindo, onde se pode usufruir da diversidade cultural.

A Festa é juventude, que, com a sua presença, participação e contributo, com a sua generosidade, entrega e dedicação, faz justamente da Festa do Avante! a festa da juventude e do futuro.


Escrito por Laurentino Barbosa
in OMilitante

sábado, 2 de setembro de 2006

Momentos que ficam



Andreia - Visitante no Espaço Ciência da Festa do Avante! 2006


sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Festa do Avante! 2006



Espaço Ciência - A terra e o céu

cartaz-cienciaPorque tem a Terra pólos achatados? Porque tem um eixo de rotação? Como devemos olhar para os astros e que segredos encerram?

A Astronomia e a Física dão respostas a estas e muitas outras questões que serão respondidas por prestigiados professores e astrónomos e estudantes do Núcleo de Física do Instituto Superior Técnico, em debates e palestras e através de observações na exposição de Astronomia.

As experiências de Física, ao vivo, essas, estarão mais relacionadas com a temática da terra, nos âmbitos da Física e da Astronomia.

Fora do pavilhão, junto ao lago, através da observação dos astros, o visitante, enquadrado no sistema solar, é informado sobre as especificidades dos planetas, das estrelas e dos asteróides. Dentro do pavilhão, será simulada uma visão aérea, partindo do Espaço até se chegar à Terra, abordando as origens do Universo, a nossa galáxia, o sistema solar e o nosso planeta.

O mundo pula e avança

Rómulo de Carvalho, poeta e cientista que nas suas obras literárias usava o pseudónimo de António Gedeão, autor do poema «Pedra filosofal», será homenageado, no centésimo aniversário do seu nascimento, na exposição de Astronomia e Física, junto ao lago e ao longo das exposições do espaço.

Na exposição sobre a «Relação da Terra com a arte», era inevitável falar de Rómulo de Carvalho. Como, aliás, dos artistas que, preocupados com a defesa da terra, têm sabido, através do romance e da prosa nomeadamente, perspectivar um mundo que salvaguarda natureza e denunciar a sua destruição. As suas obras reflectem, assim, os problemas da época em que vivem e apresentam, através da arte, alternativas com vista à preservação do Planeta.


Auditório da Ciência e das Tecnologias (Pavilhão Central)

Sexta-feira, 1 de Setembro

21h00 – «O estado do planeta, cimeiras para quê?», com Luís Vicente, Rui Namorado Rosa, Nuno Vitorino (moderador).

Sábado, 2 de Setembro

18h30 – «A política de solos em Portugal – uso e posse da terra», com Maria José Roxo, Carlos Amaro e António Pombeiro (moderador).

21h00 – Evocação do centenário do nascimento de Rómulo de Carvalho (António Gedeão) - o professor, o pedagogo, o investigador, o poeta - vida e obra, com José Dias Urbano, António Manuel Nunes dos Santos, Ana Maria Dias e Sílvia Silva (moderadora).

Auditório da Astronomia e Física (junto ao lago)

Sexta-feira, 1 de Setembro

21h00 – «Haverá vida no Universo?», com Máximo Ferreira

Sábado, 2 de Setembro

15h00 – «Vamos construir uma nave espacial» (atelier para crianças),pelo Núcleo de Física do Instituto Superior Técnico (NFIST)

18h30 – «As lendas do Céu», pelo NFIST

21h00 – «O que somos no Sistema Solar?», com Máximo Ferreira

Domingo, 3 de Setembro

15-00 – «As lendas do Céu», pelo NFIST

sábado, 3 de setembro de 2005

Momentos que ficam



Ana - Voluntária do Espaço Ciência da Festa do Avante! 2005


quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Festa do Avante! 2005

Espaço da Ciência e Tecnologia
O espaço da Ciência e Tecnologia situa-se, também, no Pavilhão Central da Festa do Avante!. Todos os anos aborda um tema que tem patente uma exposição e vários colóquios. Integrado neste espaço, mas situado junto ao lago, há o Espaço da Astronomia e das Experiências de Física que oferece aos visitantes a possibilidade de usar telescópios e ver in loco objectos celestes impossíveis de detectar a olho nu. As observações, as Experiências de Física e a habitual palestra do Prof. Máximo Ferreira são motivos de sobra para qualquer entendido, interessado ou simplesmente curioso na matéria visitar este Espaço.




DEBATES da CIÊNCIA E TECNOLOGIA
NO AUDITÓRIO DO PAVILHÃO CENTRAL

Sexta, 2 de Setembro
21:00 – “Catástrofes naturais/Prevenção Sísmica”

Sábado, 3 de Setembro
18:30 – “Prevenção dos recursos e património geológico”

Domingo, 4 de Setembro
21:00 – “Pressão urbanística nas zonas costeiras/medidas de prevenção”

quarta-feira, 1 de setembro de 2004

Festa do Avante! 2004


ESPAÇO CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Fome: Passado, Presente e Futuro
“Pelo Pão e pela Paz”

O espaço da Ciência e Tecnologia situa-se, tal como tem acontecido nos últimos anos, no Pavilhão Central da Festa do Avante!. O tema escolhido para este ano é Fome: Passado, Presente e Futuro, com o lema Pelo Pão e pela Paz!. Pretende-se, assim, que o visitante embarque numa viagem que se inicia numa retrospectiva sobre as fomes na história, suas causas e consequências, e o seu reflexo nas artes e na religião. Dando particular atenção ao nosso País, analisa-se o passado recente, as políticas agrícolas do fascismo e as suas consequências, a Revolução de Abril e o enorme significado político, económico e social do processo da Reforma Agrária. Reflecte-se, posteriormente, sobre a actualidade, o que é a fome e a alimentação nos diversos cantos do mundo, o aumento da exploração e o agravamento das desigualdades, o papel das multinacionais, a degradação dos solos e a desertificação, os novos fenómenos de exclusão e a utilização da fome como arma política. Desenhando o futuro, tenta-se descodificar o que serão os novos problemas e os novos caminhos que se avizinham, abordando tópicos como a agricultura biológica, os transgénicos, a biodiversidade e as reservas naturais.

O tronco central desta Exposição vai para além da vertente informativa. A Exposição integrará uma Área Lúdica, que permite aos visitantes a realização de experiências e demonstrações; terá um espaço de Apoio Documental, com informações várias, divulgação de publicações, sítios na Net, bibliografia e filmografia; contará com Animação, quadros de teatro, leitura de textos e poemas alusivos; haverá ainda espaço para a colaboração das Escolas, com a mostra de trabalhos alusivos ao tema realizados por estudantes do ensino secundário. A informação, a dinâmica e a interactividade são, portanto, linhas centrais de orientação para uma visita a esta exposição.

Colóquios no Espaço Ciência
Vários temas de inegável importância e actualidade preencherão durante os três dias da Festa o tempo de debate reservado na programação do Espaço Ciência. Assim, no sábado será visionado um filme sobre a problemática dos deficientes a que se seguirá um debate Abordagens diferenciadas sobre matérias tão distintas como as novas tecnologias da informação ou os transgénicos, por exemplo, não deixarão de constituir-se como estimulantes momentos de reflexão, a partir de leituras que entroncam na perspectiva comum da luta emancipadora dos povos contra a exploração e todas as formas de opressão. Os temas propostos são os seguintes: «Agricultura Biológica e Transgénicos»; «A Fome como Arma Política»; «Alimentação e Saúde»; «Trabalhadores das Novas Tecnologias da Informação: problemáticas e sua organização» «Software livre: perspectivas económicas e políticas»; «O outro lado da Internet: como se tece a rede».


Espaço da Astronomia e das Experiências de Física

Junto ao lago situar-se-á o Espaço Astronomia que este ano voltará a ser uma presença seguramente do agrado, interesse e curiosidade dos visitantes na Festa do Avante!. Dinamizado em colaboração com o Núcleo de Física do Instituto Superior Técnico, com a Associação Helíades, de Constância, e com o Prof. Máximo Ferreira, o Pavilhão da Astronomia oferece aos visitantes a possibilidade de usar telescópios e ver in loco objectos celestes impossíveis de detectar a olho nu. As Observações, as Experiências de Física e a habitual palestra do Prof. Máximo Ferreira são motivos de sobra para qualquer entendido, interessado ou simplesmente curioso na matéria visitar este Espaço.


Espaço Ciência (Programa de debates)

Sexta-feira

21:30 - «Agricultura Biológica e Transgénicos»

Sábado

17:00 - «A Fome como Arma Política»

21:30 - «Alimentação e Saúde»;

segunda-feira, 1 de setembro de 2003

Festa do Avante! 2003

Ciência e Tecnologia
«O sol quando nasce é para todos»

O espaço da Ciência e tecnologia no Pavilhão Central da Festa do Avante! será este ano dedicado aos recursos energéticos.

Intitulada «O sol quando nasce é para todos», a mostra pretende dar a conhecer a vital importância de que se revestem a gestão e o uso racional dos limitados recursos energéticos a que o ser humano tem acesso.

Numa perspectiva histórica serão apresentados alguns dados que ajudam a explicar muitos dos problemas que o mundo enfrenta ao nível da energia, como a esgotabilidade das reservas petrolíferas – desde 1970 consumiu-se, em todo o mundo, mais petróleo do que até então e, ao ritmo actual, as jazidas durarão apenas mais algumas dezenas de anos – o aumento do consumo per capita e as disparidades entre países do centro e da periferia do sistema capitalista, os mecanismo de apropriação dos recursos e as consequências nefastas do abuso das energias não renováveis para a qualidade e até sobrevivência da espécie humana.

Desta forma assume particular relevância a aposta no uso da energia solar, fonte inesgotável e «amiga do ambiente», recurso capaz de solucionar o grave problema de sustentabilidade e preservação da vida à face na terra.

Para além dos espaços interactivos dedicados à temática, os visitantes poderão provar café e bolo «solar», que serão confeccionados com recurso àquela fonte de energia.

O debate em torno destas e outras questões também marcará presença. Sob o tema «De Estocolmo a Joanesburgo» realizar-se-á, sábado, às 15h30, um debate relacionado com os compromissos internacionais vigentes e o poder do imperialismo e das multinacionais no uso e apropriação dos recursos, no qual participarão Jorge Cordeiro, do secretariado da Comissão Política do Comité Central, o professor Francisco Ferreira e Heloísa Apolónia, deputada do PEV. Também no Sábado mas às 21h30, com a participação dos professores Rui Namorado Rosa e Jorge Dias de Deus, e dos jornalistas Carlos Santos Pereira e Jorge Messias, o tema em debate será «O Petróleo (também) Mata».

No Domingo, a fechar o ciclo de debates da exposição «O sol quando Nasce é o para todos», estará em discussão o «Desenvolvimento sustentável: Planeamento, qualidade de vida e energias alternativas», com a participação do arquitecto Manuel Salgado, do professor Fernando Nunes da Silva, do engenheiro Joaquim Matias e de um orador indicado pelo INETI.

Espaço astronomia

Num agradável espaço junto ao lago situar-se-á o Espaço Astronomia que este ano estará de novo patente na Festa do Avante!.

Dinamizado em colaboração com o Núcleo de Física do Instituto Superior Técnico e com a Associação Heliades, de Constância, o Pavilhão da Astronomia oferece aos visitantes, para além de um espaço onde poderão esclarecer-se à cerca da dinâmica astral, da actividade solar e sua influência sobre o meio ambiente terrestre, a possibilidade de usar telescópios e ver in locco objectos celestes impossíveis de verificar a «olho nu».

Visitas Ambientais
(As visitas são gratuítas, basta mostar a EP)

Visita de Estudo em autocarro, nas zonas ribeirinhas da Baía do Seixal - Ficha de Inscrição
(colaboração da CM Seixal)


-orientação: Prof. Manuel Lima ( Técnico da Divisão da Educação da CM do Seixal)

- Interpretação da paisagem e diversificadas referências aos principais pontos históricos e culturais da região.

Horários:
Domingo
Partida do autocarro às 9.00h e volta às 12.00h

Partida: Portão do Estádio da Medideira (F.C. da Amora)

Passeio Fluvial na Baia do Seixal -Ficha de Inscrição
(colaboração com o Ecomuseu da CM Seixal)
- orientação: Prof. Manuel Lima ( Técnico da Divisão da Educação da CM do Seixal)

Horários:
Domingo
Barco parte às 13.00 e volta às 15.00h

Partida: Cais de Amora



ESPAÇO CIÊNCIA (Pavilhão Central)

SÁBADO
15h30
«De Estocolmo a Joanesburgo», debate relacionado com os compromissos internacionais vigentes e o poder do imperialismo e das multinacionais no uso e apropriação dos recursos,com Jorge Cordeiro, Francisco Ferreira e Heloísa Apolónia

18h30
«A Cidade e a Arquitectura das Desigualdades» com Helena Roseta (Arquitecta); Pitum Keil do Amaral (Arquitecto) e Filipe Diniz (Arquitecto)

21h30
«O Petróleo (também) Mata» com Rui Namorado Rosa e Jorge Dias de Deus, Carlos Santos Pereira e Jorge Messias

DOMINGO
«Desenvolvimento sustentável: Planeamento, qualidade de vida e energias alternativas», com Manuel Salgado, Fernando Nunes da Silva, Joaquim Matias e de um orador indicado pelo INETI.

quinta-feira, 17 de outubro de 2002

Pedro Nunes, um matemático de génio

Texto de Rui Albuquerque

Comemora-se este ano o 5.º centenário do nascimento de Pedro Nunes Salaciensis (1502-1578), o matemático mais prestigiado pelos seus pares europeus que Portugal já conheceu. Recordemos o contexto histórico com uma nota muito particular: está hoje provado que as naus do século XV iam aos novos mundos e voltavam, guiadas pelos poucos mas bons instrumentos dos marinheiros e navegadores portugueses. O progresso social gerado pelas descobertas marítimas e restante desenvolvimento pré-renascentista - Lisboa tornou-se uma das maiores cidades europeias -, possibilitou depois o aparecimento de figuras ilustres como Garcia de Orta (c.1499-1568), Garcia de Resende (1470-1536), Damião de Góis (1502-1574), Gil Vicente (c.1465-c.1536), Luís de Camões (c.1524-1580) e Pedro Nunes.

Nascido em Alcácer do Sal, Pedro Salaciensis formou-se em Medicina, Línguas e Filosofia pela Universidade de Lisboa. Possivelmente por ter estudado em Salamanca, casou com a castelhana Guiomar de Arias. Em 1530 recebeu a nomeação de cosmógrafo do reino e foi provido nas cadeiras de Filosofia Moral e Lógica na universidade portuguesa. Não conseguindo ouvintes em Filosofia Moral, o mesmo vindo a acontecer a Garcia de Orta que o substituiu, foi incumbido de ler Metafísica. Em 1532 Pedro Nunes deixou a universidade, inegavelmente armado de uma formação completa no mundo da escolástica (1).

Em 1544, o rei D. João III chamou Pedro Nunes para leccionar Matemática em Coimbra e nomeou-o cosmógrafo-mor do reino. Terceiro personagem desta história nascido em 1502, o rei foi um governante virado para as questões do ensino e difusão da cultura mas que haveria de ficar recordado pelo estabelecimento da Santa Inquisição (2) no seio do Estado português. Desde a publicação de De crepusculis liber unus, em 1542, Nunes granjeou a maior admiração internacional. Tornou-se um cosmopolita partilhando as suas investigações e ensinamentos entre Basileia, Coimbra, Lisboa e Salamanca.


A obra


Como geómetra, Pedro Nunes estudou a astronomia náutica a fundo (certo navegador acometia-o com problemas suscitados nas viagens para o Brasil), tendo adicionado à teoria a curva que é hoje designada por «loxodrómica» - a rota que um barco tomaria se cortasse todos os meridianos da superfície da Terra pelo mesmo ângulo - e que ele percebeu ser diferente dos círculos máximos e semelhante a um hélice.

A geometria intrínseca duma qualquer superfície - descrição das cartas ou mapas, mais as suas geodésicas ou caminhos mais curtos - está sempre condicionada pela «curvatura», uma certa e determinada quantidade de que só no século XIX se deu explicação cabal, mas da qual Pedro Nunes parece ter estado ciente no caso da superfície terrestre. Note-se que de modo nenhum a «planificação da esfera», a cartografia, se torna um exercício trivial.

Bom investigador físico-matemático, Pedro Nunes lá deve ter compreendido como Marx e Lénine que a prática é o critério da verdade. Preocupado com o rigor das suas teorias, inventou um instrumento de medição dos ângulos, baptizado de «Nónio» em seguimento do apelido latinizado do seu autor. Em concepção, o Nónio consegue medir os ângulos até várias casas decimais por meio de um desdobramento consecutivo das escalas.

Consta, por se ter ouvido dizer, que Pedro Nunes construiu mesmo as suas «máquinas de precisão» em Coimbra. Porém não está demonstrada a existência de algum Nónio alguma vez em Portugal. Certo mesmo é que não era fácil produzir tais instrumentos com precisão. Tendo o nosso matemático resolvido as questões da duração dos crepúsculos matutino e vespertino, bem como encontrado o dia em que eles são menores, para um local da Terra e uma posição do Sol dados, não é de excluir que tivesse querido confrontar as suas «fórmulas» com a realidade. Confirmados pela prática e por meio do Cálculo Diferencial, séculos mais tarde, os acertados teoremas de Nunes teriam bastado para o levar à imortalidade na história da Ciência.

Nunes publicou imensas obras. Algumas viradas para as questões da marinha - domínio em que veio a ser atacado sem razão por ser apenas um teórico. Em 1537 publicou Sobre certas dúvidas da navegaçam e Tratado da defensam da arte de marear. Se as outras obras iniciais são traduções para português, com anotações, dos tratados de ciência da Idade Média, incluindo uma tradução comentada de parte do célebre Almagesto de Ptolomeu (c.90-c.168, o grande astrónomo geocentrista, que trabalhou na biblioteca de Alexandria), as que se seguiram, não mais escritas em português, fizeram escola pela Europa fora. Por exemplo, Tycho Brahe (astrónomo dinamarquês, mestre de Nicolau Copérnico), Simon Stevin (engenheiro dos diques holandeses), Clavius (matemático alemão dito o Euclides do século XVI) e outros estudaram com muito respeito os escritos de Pedro Nunes. Nomeadamente os originais De crepusculis liber unus (Lisboa, 1542), De erratis Orentii Finaei (Coimbra, 1546, uma revisão dos trabalhos de Oronce Finé, professor do Collège Royal, hoje Collège de France, que pretendia ter resolvido os três problemas já então famosos da quadratura do círculo, duplicação do cubo e trissecção do ângulo), Petri Nonii Salaciensis opera (Basileia, 1566), De arte atque ratione navigandi libri duo (Coimbra, 1573, reedição da obra anterior com novos desenvolvimentos) e o Libro de algebra en arithmetica y geometria (Antuérpia, 1567, um grande tratado de álgebra, infelizmente escrito num estilo já então datado que logo viria a ficar ultrapassado).

Nunes foi-se desligando da escolástica conquanto mais se dedicava às ciências exactas. Assim, as razões que o levaram a não afirmar adesão à teoria heliocêntrica não podem ser analisadas com ligeireza ou explicadas por simples posicionamento ideológico. A sua Petri Nonii Salaciensis opera mostra que ele estudou essa obra revolucionária que foi De revolutionibus, do célebre astrónomo polaco Nicolau Copérnico, publicada em 1543 em Nuremberga. Com efeito Pedro Nunes encontrou, nesse livro, erros matemáticos em certas proposições da trigonometria esférica que podem muito bem ter alertado a sua «dúvida metódica». Todavia, foi um dos primeiros homens de ciência a comentar aquelas novas teorias.


A Ciência merece respeito


A história de Pedro Nunes começa e acaba em Alcácer. Primeiro «do Sal», no fim «Quibir». Morreu no mesmo ano da derrota de D. Sebastião e dois anos antes da perda da soberania portuguesa para a coroa espanhola.

Enquanto a primeira metade de Quinhentos está ligada a fortes desenvolvimentos sociais gerados por diversos factores, a segunda é o voltar ao metafísico, à perseguição das ideias, à capitulação política da nobreza reinante, e o começo do atraso científico, tecnológico e logo económico que se vai acentuar, até à época do Marquês de Pombal, em relação à Europa do Norte.

É deveras intrigante o paralelo que se pode estabelecer entre aqueles períodos e o progresso gerado pós 25 de Abril de 1974 e eminente ascensão das forças comprovadamente mais retrógradas (patronato e igreja) à totalidade dos domínios do poder no nosso país. Neste sentido, é novamente de reafirmar a importância - crescente - do Partido Comunista Português na luta pelas causas da ciência, da cultura, da liberdade e da justiça.


(1) Método de especulação teológico que ajuda à penetração racional das «verdades reveladas» nas várias ciências.

(2) Organismo trazido do Vaticano para a Igreja Portuguesa, constituído por «padres-pides», tinha o objectivo de reprimir os que difundiam ideias «heréticas», como o Protestantismo, e de pugnar pelo apuramento da «raça cristã» (repressão de mouros, moçárabes, judeus). Só formalmente desaparecido no século XIX, contribuiu em muito para o atraso científico, social e económico do País. Entre outros, levou á morte prematura de Damião de Góis.

in «Avante!» Nº 1507 - 17.Outubro.2002